Garrido

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As sutilezas das palavras

No Facebook, os usuários não se tornam mais “fãs” de páginas, agora a gente “gosta” de páginas.  Trocaram o original “become a fan” para simplesmente “like”.  Diferença que parece sutil, mas que na verdade é bem importante.  Parece muito mais fácil declarar que se gosta de alguma coisa, do que dizer que é fã de alguma coisa.  Gostar é algo muito mais leve.  Não preciso ter uma relação tão íntima com uma página do Facebook para dizer que gosto dela.  Já ser fã me lembra adolescentes histéricas gritando por um autógrafo na porta de um hotel.  Eu gosto de muita coisa, mas sou fã de pouquíssimas...

Essa notícia do Facebook chegou no mesmo dia em que eu e o @jmonteiro discutíamos aqui na @euax sobre code review, ou revisões de código.  Discutíamos a criação de guias pro pessoal ser cuidadoso na escolha de palavras nas reviews, para evitar de ser desnecessariamente combativo, acusador.  Lembrei imediatamente de um trecho do Rework, livro do pessoal da @37signals.  Ele tem um capítulo chamado “Four letter words”, que traduzo abaixo (1):

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How to Kill Innovation: Keep Asking Questions - Scott Anthony - Harvard Business Review

Resource-rich companies have the "luxury" of researching and researching problems. That can be a huge benefit in known markets where precision matters. But it can be a huge deficit in unknown markets where precision is impossible and attempts to create it through analysis are quixotic. Entrepreneurs don't have the luxury of asking "What about..." questions, and in disruptive circumstances that works in their favor.

So what's the alternative? Substitute early action for never-ending analysis. Figure out the quickest, cheapest way to do something market-facing to start the iterative process that so frequently typifies innovation. Be prepared to make quick decisions, but have the driver of the decision be in-market data, not conceptual analysis. In other words, go small and learn. Pitch (or even sell) your idea to colleagues. Open up a kiosk in a shopping mall for a week. Create a quick-and-dirty website describing your idea. Be prepared to make quick decisions.

The future can't be analytically derived. Of course it's almost always valuable to think comprehensively about a new idea. But maintain a healthy balance between analysis and action. If you get stuck in "What about..." loops, you'll never get the results you seek.

Até a HBR já entendeu isso, e tem tanta gente que continua dando tiro no pé, perguntando, perguntando, perguntando...

E olha outra pérola que saiu nos comentários do mesmo post:

...by the time everything about a potential market is described by solid fact there is no longer an opportunity for economic profit from that market.

Esse comentário foi do August Jackson.

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O mito de que os gerentes sabem o que fazer

Trechinho "ácido" do excelente Myths of Innovation, do Scott Berkun:

"...Aqueles no poder podem tomar decisões que outros não podem, mas isso não significa que eles têm a sabedoria ou experiência para fazê-lo bem.  Toda estrela da inovação já trabalhou para alguém que não conseguiria inovar nem por milagre.  Mas nós negamos isto porque freqüentemente queremos acreditar, apesar das evidências contrárias, que aqueles com autoridade são tão talentosos quanto são poderosos.  A fé nessa idéia faz trabalhar para eles tolerável, pois oferece uma explicação, por mais falsa que seja, para por que nós trabalhamos para eles.  Existem gerentes excepcionais por aí, mas eles são difíceis de encontrar.  No resto do tempo os inovadores devem tomar cuidado com seus próprios mitos: é fácil ignorar a falta de talento das pessoas ao depositar erroneamente fé no seu poder."

Reforçando que autoridade e liderança se conquistam, não são outorgadas.

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