Nem tudo são Pomodoros? (ou, minha segunda semana de Pomodoro Technique)

Estava refletindo neste final de semana sobre a minha segunda semana usando a Pomodoro Technique começaram a me ocorrer umas dúvidas interessantes...  De qualquer forma, vamos primeiro às formalidades.  Como é possível ver pelo gráfico abaixo, a aplicação da técnica parece ter entrado em um ritmo estável.  Tenho concluído entre 75 – 100% dos pomodoros inciados em um dado dia, e o número de interrupções internas e externas parece ter começado a oscilar em um patamar baixo, bastante aceitável.

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Porém, foi a análise de outro indicador que me chamou a atenção.  O gráfico abaixo mostra o número de pomodoros iniciados em cada dia desde o início do uso da técnica, independente de terem sido concluídos ou não.  Veja que, mesmo em um dia bom, o número de pomodoros não ultrapassa os dez.  Isso daria, contando os intervalos longos, 6 horas de trabalho.

 

 

 

Voltei à fonte, e no artigo original, Francesco Cirillo (criador da técnica) recomenda que todo o seu dia seja tomado por pomodoros, isto é, que você organize todas as suas horas de trabalho em pomodoros.  Mas também encontrei uma apresentação interessante do Henrik Kniberg onde ele afirma preferir não usar pomodoros o dia todo, mas sim concentrá-los nos momentos do dia em que ele quer ser mais produtivo, focar mais.  Parece que temos aqui um caso típico do ditado:

 

Na teoria, a teoria e a prática são iguais.  Na prática, a teoria é outra

 

Acho que, mesmo que inadvertidamente, eu esteja usando os pomodoros somente nos momentos em que quero ser mais produtivo.  Ainda não sei, porém, se isso aconteceu por escolha ou por falta de habilidade na aplicação do método – talvez eu precise ser mais radical no meu tratamento dos intervalos e das interrupções, ou mais rigoroso no planejamento do dia.

Essa semana tentarei rodar alguns dias “100% pomodoro”, vamos ver como a coisa vai...